domingo, 1 de fevereiro de 2009

Foi-se o tempo das muvucas...


Definitivamente não tenho mais paciência e disposição para os grandes shows. Comprovei isso na quinta-feira passada, no Festival de Verão. Depois de uns 2 anos, resolvi ir, afinal, teriam na mesma noite Ivete e Ana Carolina. Cheguei alguns minutos antes do show de Ana, fazendo malabarismo para conseguir um bom lugar na enorme arena lotada de adolescentes, na sua maioria. Assisti a uma Ana Carolina antipática, mais ainda do que na apresentação de outubro do ano passado, no Wet’n. Ela só cumprimentou o público lá para a quinta ou sexta música e mal se despediu. Não posso deixar de comentar que ela como cantora, as músicas e a banda são impecáveis, mas no quesito simpatia... valha-me Deus...
Acabando Ana Carolina, resolvemos dar uma volta pelo Parque. O que mais vi foram adolescentes fumando (mal sabiam fumar) e paquerando. Conclui que a maioria aproveita esses shows para “aprontar”. Já fiz muito isso. É um tempo bom, onde não temos nenhuma preocupação, a não ser tirar boas notas e enrolar os pais para que eles soltem uma grana.
Percebendo que Ivete estavam prestes a entrar no palco, tentamos o milagre de voltar à arena. Não obtivemos sucesso. Alguns segundos foram suficientes para meu amigo ser assaltado e logo a vontade de “ver” Ivete passou. O único show que conseguimos curtir um pouco foi o da banda Eva. Isso porque foi o último e choveu durante. Festival de Verão agora, só no camarote Seda. Sim, no Seda, porque ele toma quase todo o espaço da pista. Enquanto quem pagou pelo Seda tem toda a folga e mordomia possível, quem pagou pela pista fica espremido e sujeito aos diversos furtos e o perigo de ser esmagado quando nossas queridas bandas de axé music tocam uma música só um pouquinho mais agitada. Essa observação me lembrou uma festa que se aproxima: folião-coitado-pipoca X blocos e camarotes. Se você curte carnaval, melhor que, assim como eu, tenha economizado uma grana para garantir seu abadá e conseguir pular um pouco mais tranqüilo. Pipoca na Barra, com uma galera e ficando muuuito atento a tudo, até que dá. Mas na Avenida, é impossível, não existe mais espaço físico. Sendo assim, melhor gastar nos blocos e camarotes mesmo. E os poderosos empresários carnavalescos nos dão outra opção???

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Breve...

Minha gente,

Tive um sonho essa madrugada e nele eram nítidas várias cenas e personagens p/ um livro. Posso adiantar os nomes dos principais personagens: Juliana, Rodrigo e Akemi, uma descendente de japoneses. O trio é quase adulto. Juliana tem 20, Rodrigo 19 e Akemi 18 anos. Pelo universo do sonho e das idéias q estão vindo, a história será proibida p/ menores e p/ os preconceituosos tb, rs.
Bom, darei um tempo aqui no blog, pq preciso trabalhar, estudar, escrever e curtir o verão da nossa linda cidade.

Novidades em breve...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Q seja um ano ímpar!


É apenas uma mudança no calendário, mas intimamente, ou não, a gente sempre tem a esperança do ano seguinte ser melhor do q o anterior...
Sempre preferi anos ímpares. Fora a desencarnação da minha vó “Caçula” em 2001, pelo q lembro, coisas bem legais aconteceram comigo em anos ímpares.
Espero q 2009 seja um ano realmente ÍMPAR. Q consigamos boas conquistas, bons empregos (principalmente eu e meus colegas jornalistas formados esse ano), relacionamentos saudáveis, q venham sempre boas notícias e principalmente saúde e tranqüilidade p/ todos nós. É repetitivo, mas sem saúde, de fato, não somos nada...
Nessa virada, abracem seus familiares e amigos, sorria p/ as pessoas na rua, ajudem o catador de latinhas e o vendedor ambulante, ofereçam palavras carinhosas, olhem p/ as pessoas, transmita energia boa.
Q 2009 e os anos seguintes sejam mais fraternos e q sejamos mais tolerantes c/ o próximo.
Desejo paz, saúde, luz e energia boa no caminho de todos vcs!!!!!!!!

Obs foto: Por do sol em São José do Paiaiá (Nova Soure - Ba). TH, "roubei" do seu orkut, rs.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sim, me leva, Beatriz!





Se sua mãe não quer q vc vá p/ a ksa da sua avó agora, algum motivo ela tem.
“Beta, o q é motivo?”
Qdo ela ouviu a letra de Segundo Sol, cantada por Cássia (“... não tem explicação, não tem, não tem.”), perguntou-me: “Beta, o q é explicação?”
São alguns dos questionamentos q Beatriz, no alto dos seus 5 anos, me faz. Como estamos de férias, ela tem ficado comigo e esse tempo c/ ela tem sido bastante interessante.
Gosto de crianças, mas não “levo jeito”, prefiro os bebês, q exigem menos da gente.
Beatriz é daquelas crianças q não conseguem ficar sem fazer nada e q qdo a gente fala NÃO, ela entende SIM. Já escolhe a roupa q vai vestir (ai de quem não obedecer), já opina qdo estamos nos arrumando, calça os saltos da mãe, usa a maquiagem e os esmaltes. Nunca vi tanta vaidade numa criança só. Penteia os cabelos e passa batom ao sair de casa. Dia desses no shopping, pediu ao bom velhinho um estojo de maquiagem de presente. Isso me preocupa, até pq ela é precoce, inclusive no tamanho, tem 5 anos, mas usa roupas de uma garota de 8.
Fora os conflitos do “não queira ser adulta antes do tempo”, eu adoro observá-la. Qdo ela acorda toda manhosa pedindo “gagau”, c/ aqueles graúdos olhos verdes ou qdo fica hipnotizada ao assistir desenhos. Divirto-me também qdo a gente sai e ela fica soletrando as palavras ou interpretando as placas de trânsito. Qdo ñ consegue, pede p/ a gente ler. Assim como pede p/ ler os livrinhos até decorar e finge ler p/ as amiguinhas.
To tentando inventar brincadeiras p/ ela, não tenho muita paciência, mas to me empenhando. Semana passada ela trouxe massa de modelar e pediu p/ q eu brincasse. Achei q ñ conseguiria fazer p.n., mas c/ pouco esforço até, consegui fazer uma boneca e uma cestinha de frutas. Ela amou.
Noite dessas, dormi segurando a mãozinha gorda dela e foi maravilhoso. Menininha tão sapeca e linda, tão pequena e já tendo q encarar a realidade da vida (perdeu 2 tios, irmãos do pai, assassinados esse ano, um deles semana passada). No primeiro, falamos q fora atropelado. Como ela ainda não sentiu falta do segundo, não inventamos a desculpa.
Mas ela é e será muito mais feliz. Inteligente, linda e comunicativa daquele jeito, terá um futuro massa pela frente. Ela merece.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Elegantemente sofisticado?






Esse é o terceiro ano q freqüento os ensaios do Cortejo Afro e durante esse período deu p/ observar as inúmeras mudanças pelas quais a banda “elegantemente sofisticada” vem passando.
Uma grande amiga levou-me pela primeira vez ao ensaio do Cortejo, na praça Tereza Batista, no Pelô (tinha q ser lá). Depois daquela noite, não consegui parar de ir e procuro “arrastar” as pessoas q gosto p/ q elas entendam pq sou apaixonada por tudo aquilo. Além do local, tinha algo mágico naquela banda, naqueles tambores e naqueles músicos. Lembro q qdo soava o “Negro é a raiz da liberdade”, eu me arrepiava e sentia uma energia maravilhosa vindo daquele palco.
Conheci o Cortejo na época em q Aloísio Menezes e Portela (Açúcar) comandavam aquela nau e faziam ecoar por toda a Tereza aquelas poderosas vozes. Era perfeito. Seja lá o q tenha acontecido p/ eles saírem, o Cortejo depois desse fato, não consegue passar a mesma emoção. Mesmo c/ Márcia Short ano passado e Gerônimo esse ano, está faltando encanto, emoção e tradição. Os dois novos cantores (ainda ñ sei os nomes) são bons, também tem vozes poderosas, mas falta algo, talvez presença de palco e o resgate do q verdadeiramente é o Cortejo Afro. Ontem as duas backs e a nova cantora “mostraram” as vozes. Sinceramente achei “uó”. As 3 pessoas q me acompanhavam tiveram a mesma opinião. Na comunidade “Cortejo Afro é massa” pode-se encontrar uma crítica sobre o mesmo assunto. Nada de poder nas vozes, nada de passar emoção ao público, nada de mostrar pq merecem cantar no Cortejo Afro, nada de nada.
Quem está conseguindo segurar o Cortejo Afro esse ano é Gerônimo e a percussão. Ela continua poderosa, ainda consigo viajar ao som daqueles tambores, mesmo sendo num local mais aberto (a Cruz Caída).
O local foi mudado pq a Tereza e a Pedro Arcanjo haviam ficado pequenas p/ o ensaio do bloco “elegantemente sofisticado”, mas se não observarem q as transformações estão levando embora o encanto, os ensaios poderão voltar àquelas menores praças por falta de público. Espero q não aconteça.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Só vim pra olhar

Esse negócio de sair só p/ observar as pessoas é realmente interessante. Fiz isso ontem, só porque ainda tava de ressaca da noitada anterior e me diverti do mesmo jeito, mesmo sem dançar, fumar e beber.
Pelourinho, Praça Pedro Arcanjo, noite de forró em homenagem ao mestre Luiz Gonzaga. Na hora q cheguei, o salão estava meio vazio, mas não demorou muito a encher. Sentada próximo ao palco e as caixas de som, deu para ter uma visão privilegiada dos casais dançando forró. O primeiro casal que me chamou a atenção era composto por um rapaz baixo, magro e com sandálias de couro. O jeito q ele conduzia sua parceira era mágico, suave. Ela também o ajudava, pareciam ter ensaiado, dançavam muito bem, além de terem a sintonia de um casal de namorados.
Claro que ontem não foi meu primeiro forró. Sou do interior, desde pequena convivo com as pessoas “dançando”, mas ontem eu consegui enxergar e entender um pouco essa real paixão pelo forró. A gente sabe que existe toda uma sensualidade, uma tradição, uma história no ritmo, mas percebi que algumas pessoas dançam forró por pura paixão mesmo. Percebi que elas vão àquele tipo de festa pelo prazer da dança, do ritmo e que dançar forró é um estilo de vida. Posso estar enganada, mas reparei que os casais que mais sabiam dançar, dançar mesmo, não tô falando do tradicional “dois pra lá, dois pra cá” que a gente sabe fazer, estavam vestidos bem parecidos: os homens de chinelo de couro e as mulheres de sapatilha e roupas leves, facilitando o movimento e a sensualidade natural da dança.
O outro casal que despertou minha atenção tinha um rapaz com “cara de cdf”, de óculos e aparelho ortodôntico. Sabe quando você olha uma pessoa e se identifica? Pois é, me identifiquei com ele, achei-o com cara de “rapaz boa praça”. Se eu não tivesse tão “ressaqueada”, pediria para tentar dançar um pouco. Ele tinha uma habilidade nas pernas que prendeu minha atenção. Dançava forró, bebia água e aguardava a próxima atração. Senti que aquele ritmo é a paixão dele. Tem cara de quem não sai muito, de quem só sai quando tem um bom forró ou quando marca para conhecer outros amigos forrozeiros.
Se não fosse o horário do buzu, com certeza teria presenciado inúmeros e envolventes passos de forró ontem. Aquela saída me ajudou a perceber que realmente a gente não precisa de muita coisa para se divertir numa noite. Longa vida ao forró!